Por Rafael Dal Molin, diretor da Elevor
Em 2026, a gestão empresarial passa a ser definida por três grandes pilares: inteligência artificial aplicada ao dia a dia da operação, integração total de sistemas e automação inteligente de processos. Essas tendências deixam de ser diferenciais e passam a ser decisivas diante do rápido crescimento do volume de dados, da velocidade das decisões e da complexidade regulatória, um ritmo que a capacidade humana já não consegue acompanhar manualmente.
Nesse contexto, a tecnologia deixa de ser apenas suporte e assume um papel central na gestão, antecipando riscos, sugerindo caminhos e trazendo clareza em ambientes cada vez mais dinâmicos. Empresas que não utilizarem tecnologia para organizar, interpretar e agir sobre dados em tempo real tendem a perder competitividade.
Já não faz sentido tomar decisões financeiras, operacionais ou estratégicas com base em relatórios atrasados ou informações fragmentadas. Com sistemas integrados, os dados passam a ser interpretados automaticamente, gerando alertas, análises e recomendações quase instantâneas. Isso permite que gestores tomem decisões mais rápidas, com maior segurança e menor dependência de processos manuais.
É importante destacar que a tecnologia não substitui o papel do gestor. Ela amplia sua capacidade de análise, reduz incertezas e contribui para transformar dados brutos em insights relevantes para o negócio.
A automação, por sua vez, passa a ter impacto direto na padronização, escala e confiabilidade dos processos. Atividades repetitivas, operacionais e altamente suscetíveis a erro humano deixam de consumir tempo das equipes e passam a ser executadas de forma automatizada.
Nos próximos anos, isso representa menos retrabalho, menos inconsistências e maior foco no negócio. As empresas passam a operar com estruturas mais enxutas e eficientes, direcionando pessoas para atividades de maior valor, como análise, planejamento e relacionamento. Além disso, processos mais previsíveis ampliam o controle e sustentam o crescimento.
Com a Reforma Tributária e o avanço da digitalização das obrigações fiscais, a tecnologia também assume um papel estratégico no compliance. Soluções tecnológicas permitem interpretação automática de regras, atualização constante frente às mudanças legais e cruzamento de dados em tempo real, reduzindo riscos fiscais e exposições desnecessárias.
Diante desse cenário, torna-se imprescindível que o gestor seja cada vez menos operacional e mais estratégico, analítico e orientado a dados. Não é necessário ser um especialista técnico, mas é essencial compreender como a tecnologia impacta decisões, processos e resultados.
Liderar exige interpretar informações com rapidez, com base em dados confiáveis, estimular uma cultura de inovação e tomar decisões fundamentadas em cenários reais. Ao final, cabe ao gestor conectar pessoas, tecnologia e estratégia para garantir que a empresa seja ágil, eficiente e preparada para mudanças constantes.


